
Cabeça a milhão e coração aos trancos... ... e barrancos! Ventilador na boca do estômado... ...sangue jorrando à céu aberto Calor! Maões frias! É chegada a hora de sepultar a velha alma E fazer renascer das cinzas deste céu azulado... De iníco de outono Suseli Honório
Escrito por KG às 14h46
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Porque é sempre um momento de extremada delicadeza. Nos gestos, nas palavras que se deixam entrever mas não se mostram, nas memórias e referências das coisas que são caras. Porque é sempre a partir de um momento de delicadeza, do impulso quase natural que impele à caneta - o coração na ponta. O sentimento, reticente, como pendente é o momento. Estranho, stranger: hesito, quase paro. Estanco. E permaneço. A relembrar o Eu distante, um Eu que - ai, de mim - ainda Sou. Inevitável, como a chuva que molha - dentro. Intenso. E presente. Em algum lugar onde é sempre Dezembro, onde as madrugadas são quentes e silenciosas e onde as palavras tornam-se dispensáveis, pois há olhos - estes que vislumbram desejos e segredos mal guardados. Estes, que levam a buscar na escuridão a presença, antiga, intacta, palpável. De tantos adjetivos, o que descrevem é aquilo que não se diz. Uma existência quase secreta, pois que não há segredos de dois - e eles sabem. Ah, sabem. (K.G.)
Escrito por KG às 09h58
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A partícula de orvalho da manhã... ... há de transbordar de coragem aquele vaso A vida há de brotar na eternidade de um olhar distraído E o som... deve romper paredes e fazer voar estilhaços de canções urbanas Descendo daquele arranha-céus ... ... salta mais uma vítima de mais um assalto! Enquanto isso - no sótão – o menino faz um jardim Sâo girassóis de enfeitar cabelos de moças com codinome esperança Suseli Honório
Escrito por KG às 16h04
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Uma vida entre o vão dos dedos sepulta segredos ...e poemas melódicos e melancólicos Nunca olhe para trás Não és dono do tempo Nem é seu... ...nem meu! Não há mais como chorar... Se nao viveu... Adeus! Suseli Honório P.S. *Mais um ano quase terminando 16/11/2011
Escrito por KG às 19h35
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O que é vida se esvai em sopro quente, solitário. Sombras pesam sobre a carne, o espírito trôpego - entre controvérsias e a inércia derradeira, a vida se encerra. E, sepultando o que pulsava, jaz no frio silêncio. K. 19/4/2011
Escrito por KG às 17h11
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