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CANETAS ENGATILHADAS


 

Porque é sempre um momento de extremada delicadeza. Nos gestos, nas palavras que se deixam entrever mas não se mostram, nas memórias e referências das coisas que são caras. Porque é sempre a partir de um momento de delicadeza, do impulso quase natural que impele à caneta - o coração na ponta. O sentimento, reticente, como pendente é o momento. Estranho, stranger: hesito, quase paro. Estanco. E permaneço. A relembrar o Eu distante, um Eu que - ai, de mim - ainda Sou. Inevitável, como a chuva que molha - dentro. Intenso. E presente. Em algum lugar onde é sempre Dezembro, onde as madrugadas são quentes e silenciosas e onde as palavras tornam-se dispensáveis, pois há olhos - estes que vislumbram desejos e segredos mal guardados. Estes, que levam a buscar na escuridão a presença, antiga, intacta, palpável. De tantos adjetivos, o que descrevem é aquilo que não se diz. Uma existência quase secreta, pois que não há segredos de dois - e eles sabem. Ah, sabem. (K.G.)

 



Escrito por KG às 09h58
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A partícula de orvalho da manhã...

... há de transbordar de coragem aquele vaso

A vida há de brotar na eternidade de um olhar distraído

E o som... deve romper paredes e fazer voar estilhaços de canções urbanas

Descendo daquele arranha-céus ...

...  salta mais uma vítima de mais um assalto!

Enquanto isso  - no sótão – o  menino faz um jardim

Sâo girassóis de enfeitar cabelos de moças com codinome esperança

 

 

Suseli Honório

 

 

 



Escrito por KG às 16h04
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